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domingo, 21 de novembro de 2010

Mulheres com doenças graves sofrem mais com separação conjugal do que os homens





Um estudo realizado pelo Fred Hutchinson Cancer Research Center, nos Estados Unidos, sugere que mulheres com doenças graves, como câncer ou esclerose múltipla, estão seis vezes mais propensas a enfrentarem um divórcio ou uma separação, após seis meses do diagnóstico da doença, se comparadas com homens que sofrem com as mesmas doenças.

A pesquisa contou com 515 pacientes, entre homens e mulheres, com tumores cerebrais malignos e outros tipos de câncer ou esclerose múltipla, que estavam casados no momento do seu diagnóstico. De acordo com os resultados, a taxa de separação foi de 21% quando as mulheres estavam doentes, contra 3% quando eram os homens que eram pacientes destas doenças.
O levantamento apontou que entre os 214 pacientes com tumores cerebrais, 78% dos divórcios ou separações ocorreram com as mulheres. Dos 108 pacientes com esclerose múltipla e 193 pacientes de câncer, 96% e 93% das separações, respectivamente, ocorreram com as mulheres.
 De acordo com os pesquisadores, a explicação para o aumento de separações após o diagnóstico não fica clara, mas eles identificaram que os casamentos longos estão mais protegidos de acabarem perante uma doença, de acordo com os pesquisadores. Eles explicam que o relacionamento duradouro é capaz de minar as chances de divórcio e separações, fazendo com que parceiro seja mais presente durante o tratamento do cônjuge.
Outro aspecto do estudo apontou que pacientes que sofriam com tumores cerebrais, que tinham se separado ou se divorciado, estavam mais suscetíveis a usar antidepressivos, a não completarem o tratamento médico e a morrerem do que os pacientes, cujos casamentos superaram a doença.

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