MODELOS BRASILEIRAS SEM
PHOTOSHOP
O fotógrafo Peter Lindbergh (aquele que fotografou as capas para a edição de abril da Elle francesa, sobre a qual eu falei por aqui) está à frente de um movimento internacional contra o abuso no uso de maquiagem e Photoshop.
“A alteração das imagens teve um peso muito grande na forma como definimos visualmente as mulheres. Retoques excessivos não devem representar a mulher neste século”, disse ele em entrevista ao jornal americano New York Times.
Antes mesmo de conhecer o trabalho e o movimento lançado por Lindbergh, eu já havia escrito para a edição #02 da ShareMag um artigo que falava sobre algo semelhante: a saturação causada pelo excesso de tecnologia dos últimos anos. Em meio a toda essa saturação, percebi dois movimentos que cada vez mais ganham força: fotógrafos profissionais que utilizam equipamento amador; e outros que utilizam câmeras profissionais, mas sem pós-edição de imagem.
Seguindo a tendência mundial popularizada por Lindbergh, a Revista Época publicou fotos de Isabeli Fontana, Raquel Zimmermann, Raica Oliveira e Luiza Brunet sem retoque algum. Vejamos algumas:
Foto de campanha publicitária, tratada com Photoshop
A gaúcha Raquel Zimmermann também não gosta de modificações excessivas: “Uma vez fiz uma campanha que, quando a vi pronta, pensei que tivessem colocado outra em meu lugar.
Deixaram meu rosto totalmente diferente.”
Para Raica Oliveira,
Existem fotos tão modificadas que a modelo fica parecendo um robô, uma Barbie”, diz Raica. “É a tal da beleza perfeita, irreal, que cria problemas para quem quer ficar igual à que está na revista.
Elas buscam a perfeição que não existe.”
Luiza, linda e sem retoques aos 47 anos
Em ensaio para uma revista brasileira
“Quem é bonito é bonito sem maquiagem. A pessoa acorda sem precisar de retoque.
“A alteração das imagens teve um peso muito grande na forma como definimos visualmente as mulheres. Retoques excessivos não devem representar a mulher neste século”, disse ele em entrevista ao jornal americano New York Times.
Antes mesmo de conhecer o trabalho e o movimento lançado por Lindbergh, eu já havia escrito para a edição #02 da ShareMag um artigo que falava sobre algo semelhante: a saturação causada pelo excesso de tecnologia dos últimos anos. Em meio a toda essa saturação, percebi dois movimentos que cada vez mais ganham força: fotógrafos profissionais que utilizam equipamento amador; e outros que utilizam câmeras profissionais, mas sem pós-edição de imagem.
Seguindo a tendência mundial popularizada por Lindbergh, a Revista Época publicou fotos de Isabeli Fontana, Raquel Zimmermann, Raica Oliveira e Luiza Brunet sem retoque algum. Vejamos algumas:
Isabeli Fontana deu sua opinião sobre o assunto: “Estão mexendo demais, deixando com cara de boneca de porcelana. A mulher não se sente confortável vendo essas imagens. Aquilo é inatingível. Me deixam mais sarada e sei que não tenho aquele pernão, por exemplo. Também me deixam sem linhas de expressão e aumentam a boca.”
A gaúcha Raquel Zimmermann também não gosta de modificações excessivas: “Uma vez fiz uma campanha que, quando a vi pronta, pensei que tivessem colocado outra em meu lugar.
Deixaram meu rosto totalmente diferente.”
Para Raica Oliveira,
Existem fotos tão modificadas que a modelo fica parecendo um robô, uma Barbie”, diz Raica. “É a tal da beleza perfeita, irreal, que cria problemas para quem quer ficar igual à que está na revista.
Elas buscam a perfeição que não existe.”
Fotos naturais não são novidade para Luiza Brunet: há alguns anos, ela e a filha Yasmin posaram para o fotógrafo Terry Richardson completamente nuas, sem maquiagem e sem tratamento de imagem. “Na minha geração, não tinha essa manipulação das fotos.
As pessoas eram o que eram, mostravam sua beleza natural.
Fiquei impressionada quando percebi que agora fazem tantos retoques. É um exagero, perde-se a personalidade, fica todo mundo parecido. Tenho 47 anos, tenho consciência disso e não preciso aparentar ser mais nova. Não tenho problema nenhum com meu corpo.
Envelhecer é irreversível, e toda idade tem sua beleza. Sempre peço para não me deixarem com o corpo de uma menina de 20 anos.”
As pessoas eram o que eram, mostravam sua beleza natural.
Fiquei impressionada quando percebi que agora fazem tantos retoques. É um exagero, perde-se a personalidade, fica todo mundo parecido. Tenho 47 anos, tenho consciência disso e não preciso aparentar ser mais nova. Não tenho problema nenhum com meu corpo.
Envelhecer é irreversível, e toda idade tem sua beleza. Sempre peço para não me deixarem com o corpo de uma menina de 20 anos.”
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